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LPFP e SJPF assinam acordo de parceria
A
Liga Portugal (LPFP) e o Sindicato de Jogadores Profissionais de Futebol (SJPF)
apresentaram esta tarde um acordo de parceria na sede da Liga Portugal, no
Porto. Este acordo prevê a revisão do Contrato Coletivo de Trabalho dos
jogadores profissionais, através de uma intervenção ao nível das remunerações
mínimas e a constituição de um novo Fundo de Garantia Salarial, entre outras
medidas. A iniciativa contou com a presença dos presidentes da Liga Portugal,
Mário Figueiredo, e do SJPF, Joaquim Evangelista.
A
Liga Portugal e o Sindicato de Jogadores encontram-se em processo de revisão do
CCT.
Considerando
o atual momento de dificuldades económicas e financeiras que o país atravessa,
a necessidade de contribuir para o equilíbrio dos orçamentos dos clubes, a
necessidade de proteger a dignidade e a capacidade de subsistência dos
jogadores de futebol e a importância de promover a integridade das competições,
as duas entidades avançam com algumas medidas de carácter urgente:
Alteração
temporária das remunerações mínimas
O
acordo assinado entre a Liga Portugal e o Sindicato de Jogadores prevê para os
contratos celebrados em 2012-2013 a alteração temporária das remunerações
mínimas, que tem como objetivos a defesa do jogador português e o equilíbrio do
orçamento dos clubes.
Assim,
foi acordado entre as duas entidades que, já na presente época, a título excecional,
os atletas que competem na Segunda Liga poderão receber 1,75 vezes a
remuneração mínima nacional estabelecida para os trabalhadores em geral, em vez
dos 2,5 anteriormente em vigor.
Os
jogadores abrangidos por esta medida de redução salarial e que venham a ser
alvo de transferência, que resultem em mais-valias para os clubes que
representam, terão direito a 12% do valor líquido dessa transferência.
Outro
ponto a destacar é o facto de este acordo permitir que os jogadores até aos 23
anos formados localmente* e que celebrem o primeiro contrato de trabalho em
2012-2013 passem a ter o direito de, nos primeiros dois anos de contrato,
auferir a remuneração base mínima estabelecida pelo governo para os
trabalhadores em geral.
Este
novo Contrato Coletivo de Trabalho vai funcionar como um incentivo à
contratação de jogadores jovens e formados no nosso país.
Fundo
de Garantia Salarial
O
acordo entre Liga e o SJPF contempla também a criação de um novo Fundo de
Garantia Salarial para a época 2012-2013. O fundo proposto terá o valor global
de 500 mil euros, mais 200 mil do que o anterior, sendo a Liga a entidade que
assume a maior fração desta quantia.
Este
fundo poderá ser acionado pelos jogadores a partir dos 60 dias de incumprimento
por parte do empregador e o valor mensal equivalerá ao valor do salário mínimo
mensal previsto no Contrato Coletivo de Trabalho dos jogadores, para a
categoria onde o jogador se enquadre.
Destinado
a apoiar jogadores com ordenados em atraso, o fundo visa contrariar as diversas
situações de incumprimento que infelizmente se verificaram nos últimos anos no
futebol profissional. Situações difíceis e muito sensíveis, que acabaram por
lesar clubes, agentes desportivos, jogadores e o próprio futebol nacional.
A
instituição deste fundo prevê, ao mesmo tempo, mecanismos de sanção.
Entre
outros, um clube poderá perder pontos se, num prazo de dez dias, não responder
à notificação de incumprimentos e não regularizar a situação para com o atleta.
Reconhecimento
e responsabilidade social
O
acordo entre a Liga Portugal e o Sindicato de Jogadores prevê premiar o êxito e
promover ações de responsabilidade social.
A
partir desta época será feita a atribuição conjunta de prémios mensais ao
melhor atleta de cada competição profissional, a Liga Zon Sagres e a Segunda
Liga.
O
método de eleição será feito através das escolhas dos treinadores de cada
competição, dos adeptos registados no site oficial da Liga e do Sindicato de
jogadores.
A
Liga e o SJPF promovem a responsabilidade social dos protagonistas,
regulamentando um conjunto de ações que envolvam os atletas.
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